Bruno A. de Cerqueira

Bruno da Silva Antunes de Cerqueira

bruno

Nascido em Santa Rosa, Niterói (RJ), em 1979, graduou-se em História na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2003) e cursou a pós-graduação, lato sensu, em Relações Internacionais no Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro/Universidade Cândido Mendes (2008), concluindo-a com a monografia O curioso caso de Barack Obama: religião e política nos Estados Unidos do 21º século da Era Cristã.

Iniciou a graduação em Direito na PUC-Rio, em 2010, concluindo-a no Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), onde apresentou, em 2016, a monografia A demarcação territorial indígena e o problema do “marco temporal”: o Supremo Tribunal Federal e o indigenato do Ministro João Mendes de Almeida Junior (1856-1923).

Desde muito jovem é um aficionado em filologia, etimologia, monarcologia e eclesiologia.

Entre 1998 e 2002 secretariou S.A.I.R. Dona Maria da Baviera (1914-2011), por indicação de seu padrinho, Prof. Otto de Alencar de Sá Pereira (1932-2017), antigo assessor-chefe de S.A.I.R. Dom Pedro Henrique (1909-1981) — neto e sucessor dinástico da Redentora.

Em 2000, idealizou com o Prof. Otto de Sá Pereira o Instituto Cultural D. Isabel I a Redentora, fundando-o em 13 de maio de 2001, juntamente com outros historiadores, cientistas sociais, advogados, artistas etc.

Especialista em genealogia dinástica, foi diretor de publicações do Colégio Brasileiro de Genealogia de 2005 a 2007, tempo em que ajudou na implementação da nova página do Colégio na Internet e na atualização da “Carta Mensal” da instituição.

Atuou como assessor especial na Chefia para Assuntos de Cerimonial da Presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro de 2004 a 2008, primeiramente a serviço da Profª. Vera Jardim e, depois, de sua sucessora no cargo. A ênfase do trabalho no Cerimonial do Poder Legislativo fluminense era a Redação Oficial, a orientação protocolar, o treinamento de pessoal, o aprimoramento de estagiários, a coordenação da mala-direta e a supervisão de textos e conteúdos. Entre 2007 e 2008, exerceu uma subchefia de facto no Cerimonial da ALERJ, haja vista a pouca experiência da nova titular com questões protocolares.

Publicou D. Isabel I a Redentora, textos e documentos sobre a Imperatriz exilada do Brasil em seus 160 anos de nascimento (IDII, Rio de Janeiro, 2006) — livro que estuda a história da historiografia acerca de D. Isabel — e o capítulo Descendência de D. Pedro IV, Rei de Portugal e I Imperador do Brasil, na reedição da História Genealógica da Casa Real Portuguesa. vol. XV, de Dom Antonio Caetano de Sousa (QuidNovi e Academia Portuguesa da História, Lisboa, 2008). Tem artigos publicados em periódicos de História, Genealogia e Relações Internacionais.

É irmão da Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro desde janeiro de 2007, tendo sido solenemente empossado em 02 de dezembro de 2007.

Em 2008, por ocasião dos festejos do bicentenário da vinda da Corte de Portugal ao Brasil, proferiu inúmeras palestras sobre a vida e a obra dos monarcas e príncipes brasileiros, no Museu do Primeiro Reinado, pertencente à Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, e que funcionava no antigo Solar da Marquesa de Santos.

Em outubro de 2009, chefiou o Protocolo no casamento da Princesa D. Isabel Maria Eleonora de Orleans-e-Bragança com o Conde Principesco Alexander de Stolberg-Stolberg (casa mediatizada da Renânia, Alemanha) e em abril de 2011 foi chamado a comentar o casamento do Príncipe William Arthur Philipp Louis da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte (Príncipe William de Gales) com a Senhorita Catherine Elizabeth Middelton, no canal Globonews e demais mídias das organizações Globo e outras emissoras. Durante os eventos prévios ao casamento da trineta homônima da Redentora, realizou-se a primeira versão do projeto MemoRio, o programa de turismo histórico-cultural do IDII.

Em junho de 2010 executou o Treinamento de Equipe de Protokollon, com ênfase em receptivo para Chefes de Estado, junto ao staff do Copacabana Palace.

Entre 2011 e 2012 assessorou a Vereadora Sonia Rabello, Líder do Partido Verde na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, antiga Procuradora-Geral do Município do Rio de Janeiro e Professora titular de Direito Administrativo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Nesse período, coordenou os trabalhos técnicos da Comissão Especial de Patrimônio Cultural da  CMRJ, presidida por Sonia Rabello.

Na Comissão de Patrimônio Cultural, Bruno Antunes de Cerqueira foi responsável, inclusive, por vistoriar o Antigo Museu do Índio do Rio de Janeiro, prédio localizado no Maracanã (Grande Tijuca), em que nasceu a museologia indigenista brasileira e onde foi formulado o Parque do Xingu. O prédio histórico, um dos maiores símbolos do indigenismo de Estado do Brasil, se encontra em abandono pleno.

Aprovado em concurso público para o cargo de Indigenista Especializado (analista de política indigenista), tomou posse, em 2012, na Fundação Nacional do Índio (Funai), em Brasília.

Em julho de 2013, foi empossado como sócio do Instituto Histórico e Geográfico de Niterói. É, ainda, conselheiro vitalício do Instituto Interamericano de Fomento a Educação e Cultura e Ciência (IFEC), membro da Sociedade Brasileira de Teoria e História da Historiografia (SBTHH), do Instituto Brasileiro de História do Direito (IBHD) e do Comitê Nacional do Cerimonial Público (CNCP).

No âmbito de uma parceria entre a editora paulista Linotipo Digital e o IDII, participou da republicação da obra O Imperador no exílio, de Affonso Celso de Assis Figueiredo Júnior, Conde de Affonso Celso (1860-1938), saída em 1893. A obra foi lançada na Academia Brasileira de Letras, casa que Affonso Celso fundou e presidiu, em 17 de outubro de 2013, na presença de seus descendentes. Em 02 de dezembro de 2013 ocorreu novo lançamento, na Academia Cearense de Letras, em Fortaleza, mesma data em que o Ceará comemorava os 100 anos da estátua de D. Pedro II, localizada em frente à Catedral Metropolitana de São José. Na reedição, Bruno Antunes de Cerqueira apresenta uma breve biografia do grande brasileiro Affonso Celso.

Na Funai, está atualmente lotado na Coordenação-Geral de Identificação e Delimitação, da Diretoria de Proteção Territorial, onde responde pelo Serviço de Análise de Contestações — aos procedimentos de identificação e delimitação de terras indígenas. É membro do Quadro Permanente de Instrutores da Fundação, desde julho de 2014.

Em novembro de 2015 ultimou o Manual de Redação Oficial da Funai, junto com o grupo técnico especialmente estabelecido para este fim. Na ocasião, publicou o Anexo II do Manual: Dos títulos e tratamentos protocolares no âmbito da Redação Oficial.

Em dezembro de 2015 publicou o capítulo Outeiro da Glória e Glória do Outeiro: brevíssima história de uma das mais antigas e importantes confrarias marianas do Brasil, no livro de arte Outeiro da Glória: marco na história da Cidade do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, ArtePadilla, 2015).

Entre o segundo semestre de 2016 e o primeiro de 2017 participa da coordenação dos eventos dos 170 anos de nascimento da Redentora, incluindo o lançamento do livro Alegrias e Tristezas: estudos sobre a autobiografia de D. Isabel do Brasil, junto com a historiadora petropolitana Fátima Argon (pesquisadora do Museu Imperial), e o lançamento da biografia O Príncipe Soldado: a curta e empolgante vida de D. Antonio de Orleans e Bragança (1881-1918), da historiadora paulista Teresa Malatian.